Segundo o relatório da Portas Abertas, o único país da América do Sul que figura entre os 50 mais perigosos para os cristãos é a Colômbia. (Nota: Outros países da América Latina como Cuba, México e Nicarágua também aparecem, mas a Colômbia é o representante estrito da porção sul-americana).
Abaixo, veja como os
pesquisadores chegaram a essa conclusão e de que forma a perseguição se manifesta
no território colombiano.
Como a Portas Abertas chegou a
essa conclusão?
- Metodologia
de Campo e Questionários: A instituição conta com uma rede de contatos
na linha de frente que aplica questionários detalhados diretamente a
cristãos locais e líderes comunitários.
- Análise
das Esferas da Vida: O departamento de pesquisa monitora o grau de liberdade e pressão
que o cristão enfrenta em cinco esferas: privada, familiar,
comunitária, nacional e na igreja.
- Contagem
de Violência: É
medido o número de incidentes violentos específicos, tais como
assassinatos, sequestros, extorsões, ataques a templos e deslocamentos
forçados.
- Auditoria
Externa: Os
resultados passam por análises e auditorias para garantir que os dados
reflitam fielmente a realidade do período pesquisado.
Como ocorre a perseguição na Colômbia?
Diferente de países do Oriente
Médio, onde a perseguição costuma ser estatal ou de extremismo religioso
majoritário, na Colômbia o cenário é impulsionado por dois fatores principais:
1. Crime Organizado e Grupos
Guerrilheiros
Nas áreas rurais e remotas onde o
governo tem pouco controle, grupos armados ilegais (como dissidências das
FARCs, cartéis e gangues) comandam territórios.
- Oposição
ao discurso:
Líderes e pastores que pregam a paz, a ética cristã e se posicionam contra
a violência tornam-se alvos desses grupos.
- Proteção
à juventude: Igrejas
frequentemente tentam impedir que crianças e adolescentes sejam recrutados
pelas guerrilhas. Como represália, criminosos ameaçam, extorquem e chegam
a assassinar líderes religiosos.
2. Comunidades Indígenas
Tradicionais
Em certas reservas indígenas
autônomas, líderes tribais enxergam a conversão de membros ao cristianismo como
uma ameaça à preservação da cultura e costumes locais. Os indígenas que decidem
seguir a Jesus sofrem forte pressão comunitária, podendo ser expulsos de suas
terras, ter o acesso a serviços básicos negado ou sofrer agressões físicas.


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