sexta-feira, 11 de setembro de 2026

MISSÕES NA AMÉRICA DO SUL | ARGENTINA

 
A Argentina, segundo maior país da América do Sul em extensão territorial, apresenta um cenário missionário marcado pela urbanização, transformação religiosa e diversidade cultural. O Censo Nacional de 2022 contabilizou 45.892.285 habitantes.

1. CONHECENDO O PAÍS

A sociedade argentina reúne diferentes matrizes culturais e também preserva importante presença dos povos originários. Segundo o INDEC, 1.306.730 pessoas, equivalentes a 2,9% da população residente em domicílios particulares, declararam-se indígenas ou descendentes de povos indígenas no Censo de 2022. Foram identificados 58 povos, destacando-se numericamente Mapuche, Guaraní, Diaguita e Qom/Toba.

Essa diversidade precisa ser considerada por qualquer projeto missionário que pretenda compreender adequadamente o país.

2. PANORAMA RELIGIOSO E PRESENÇA EVANGÉLICA


A Argentina continua majoritariamente católica, mas atravessa significativa mudança religiosa. Pesquisa do Centro de Pesquisa Pew, realizada em 2024 e publicada em 2026, constatou que 58% dos adultos argentinos se identificavam como católicos, enquanto 16% eram protestantes e 24% não possuíam filiação religiosa.

A comparação histórica é relevante: em levantamento do Pew de 2013-2014, 71% dos adultos argentinos declaravam-se católicos. Em 2024, eram 58%. Paralelamente, a parcela sem filiação religiosa aproximadamente dobrou, chegando a 24%.

3. DESAFIOS E OPORTUNIDADES MISSIONÁRIAS

Esses números mostram que a Argentina não deve ser considerada um campo evangelizado simplesmente por possuir forte herança cristã. O crescimento da população sem religião, a diversidade dos povos originários e as diferentes realidades culturais exigem estratégias missionárias contextualizadas.

Há espaço para evangelização, discipulado, plantação e fortalecimento de igrejas e preparação de líderes nacionais. Entretanto, os dados consultados não permitem afirmar quantas igrejas evangélicas ou missionários existem atualmente no país; por rigor metodológico, esses números não serão estimados.

4. A IGREJA DIANTE DO CAMPO


A igreja pode começar conhecendo melhor a Argentina e orando por seu povo. Ore pela proclamação fiel do Evangelho; pelos argentinos sem filiação religiosa; pelos povos indígenas; pelas igrejas locais e seus líderes; e pelo surgimento de novos obreiros.

A necessidade argentina nos recorda as palavras de Cristo: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19).

A Argentina não é apenas uma nação vizinha. É um campo missionário diante de nós.

Fontes: Instituto Nacional de Estadística y Censos da Argentina (INDEC), Censo 2022; Pew Research Center, Catholicism Has Declined in Latin America Over the Past Decade, 2026.

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

COLÔMBIA: UM DOS 50 PAIS ONDE HÁ PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS

 

Segundo o relatório da Portas Abertas, o único país da América do Sul que figura entre os 50 mais perigosos para os cristãos é a Colômbia. (Nota: Outros países da América Latina como Cuba, México e Nicarágua também aparecem, mas a Colômbia é o representante estrito da porção sul-americana).

Abaixo, veja como os pesquisadores chegaram a essa conclusão e de que forma a perseguição se manifesta no território colombiano.

 

Como a Portas Abertas chegou a essa conclusão?

A inclusão da Colômbia na Lista Mundial da Perseguição é baseada em uma metodologia científica rigorosa:

  • Metodologia de Campo e Questionários: A instituição conta com uma rede de contatos na linha de frente que aplica questionários detalhados diretamente a cristãos locais e líderes comunitários.
  • Análise das Esferas da Vida: O departamento de pesquisa monitora o grau de liberdade e pressão que o cristão enfrenta em cinco esferas: privada, familiar, comunitária, nacional e na igreja.
  • Contagem de Violência: É medido o número de incidentes violentos específicos, tais como assassinatos, sequestros, extorsões, ataques a templos e deslocamentos forçados.
  • Auditoria Externa: Os resultados passam por análises e auditorias para garantir que os dados reflitam fielmente a realidade do período pesquisado.

 

Como ocorre a perseguição na Colômbia?

Diferente de países do Oriente Médio, onde a perseguição costuma ser estatal ou de extremismo religioso majoritário, na Colômbia o cenário é impulsionado por dois fatores principais:

1. Crime Organizado e Grupos Guerrilheiros

Nas áreas rurais e remotas onde o governo tem pouco controle, grupos armados ilegais (como dissidências das FARCs, cartéis e gangues) comandam territórios.

  • Oposição ao discurso: Líderes e pastores que pregam a paz, a ética cristã e se posicionam contra a violência tornam-se alvos desses grupos.
  • Proteção à juventude: Igrejas frequentemente tentam impedir que crianças e adolescentes sejam recrutados pelas guerrilhas. Como represália, criminosos ameaçam, extorquem e chegam a assassinar líderes religiosos.

2. Comunidades Indígenas Tradicionais

Em certas reservas indígenas autônomas, líderes tribais enxergam a conversão de membros ao cristianismo como uma ameaça à preservação da cultura e costumes locais. Os indígenas que decidem seguir a Jesus sofrem forte pressão comunitária, podendo ser expulsos de suas terras, ter o acesso a serviços básicos negado ou sofrer agressões físicas.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

NOVA SÉRIE – Missões na América do Sul

MISSÕES NAAMÉRICA DO SUL | PAÍSES

A América do Sul constitui um campo missionário marcado por grande diversidade cultural, linguística, social e religiosa. O continente possui 12 Estados soberanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. A classificação geográfica das Nações Unidas inclui ainda territórios sul-americanos que não constituem países independentes, como a Guiana Francesa.

Os dados populacionais ajudam a dimensionar o desafio. Segundo o Banco Mundial, em 2024 o Brasil possuía aproximadamente 212 milhões de habitantes, seguido pela Colômbia, com 52,9 milhões; Argentina, com 45,7 milhões; Peru, com 34,2 milhões; e Venezuela, com 28,4 milhões. Chile, Equador, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Guiana e Suriname completam o quadro demográfico regional.

Do ponto de vista religioso, entretanto, a América do Sul não pode ser tratada como uma unidade homogênea. Pesquisa do Centro de Pesquisa Pew publicada em 2026, baseada em levantamentos realizados em 2024, identificou profundas transformações religiosas em Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru. Nesses países, a proporção de adultos que se identificam como católicos diminuiu significativamente na última década. Em 2024, declaravam-se católicos 46% dos brasileiros e chilenos, 58% dos argentinos, 60% dos colombianos e 67% dos peruanos.


Simultaneamente, cresce a parcela da população sem filiação religiosa. No Chile, por exemplo, ela chegou a 33% dos adultos pesquisados; na Argentina, 24%; na Colômbia, 23%; no Brasil, 15%; e no Peru, 12%. No Brasil, 29% dos adultos entrevistados se identificaram com algum ramo do protestantismo.

Esses dados mostram que missões na América do Sul não devem ser compreendidas simplesmente como evangelização de um continente nominalmente cristão. O cenário envolve secularização, mudança de filiação religiosa, diversidade étnica, populações indígenas, grandes centros urbanos, migração e contextos culturais distintos. Ao mesmo tempo, a crença em Deus permanece elevada: aproximadamente nove em cada dez entrevistados nos países pesquisados pelo Centro de Pesquisa Pew afirmaram acreditar em Deus.


Para a igreja cristã, portanto, a América do Sul continua sendo um campo relevante para evangelização, discipulado, formação de lideranças e plantação de igrejas. A Grande Comissão permanece pertinente: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19).

 

 

 

Nota metodológica: não encontrei uma pesquisa religiosa recente, única e metodologicamente uniforme cobrindo os 12 países sul-americanos. Por isso, evitei atribuir percentuais religiosos aos países não contemplados pelos levantamentos citados. Dados missionários específicos, como número de missionários, igrejas ou “povos não alcançados”, exigem fontes especializadas e critérios próprios e não foram incluídos aqui.

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO EVANGELÍSTICA NAS PRAÇAS

 A Importância da Pregação Evangelística nas Praças

Vivemos em uma época em que muitas pessoas parecem não ter interesse em ouvir a mensagem do evangelho. Em praças, ruas e espaços públicos, é comum encontrar pessoas distraídas, conversando, olhando para seus celulares ou simplesmente passando apressadas. Diante dessa realidade, alguns podem questionar: vale a pena continuar pregando quando aparentemente ninguém está ouvindo?

A resposta bíblica é um sonoro sim.


A responsabilidade é pregar

Jesus ordenou aos seus discípulos:

"Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)

A missão da igreja não é garantir resultados visíveis, mas anunciar fielmente a mensagem da salvação. O sucesso da evangelização não deve ser medido pela reação imediata das pessoas, mas pela obediência ao mandamento de Cristo.

A Palavra de Deus nunca volta vazia

Muitas vezes o pregador pode ter a impressão de que suas palavras estão sendo ignoradas. Contudo, Deus declara:

"Assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia." (Isaías 55:11)

Mesmo quando alguém parece desatento, a Palavra pode estar alcançando seu coração. Uma frase ouvida de passagem, um versículo citado ou uma verdade proclamada podem permanecer na mente de uma pessoa por anos, até que Deus use aquela semente para produzir frutos.

Nem todos ouviram Paulo em Atenas

Quando o apóstolo Paulo pregou no Areópago, muitos zombaram da mensagem. Outros apenas disseram que ouviriam mais tarde. Porém alguns creram (Atos 17:32-34).

A reação das pessoas não impediu Paulo de pregar. Ele compreendia que a responsabilidade de convencer o pecador pertence ao Espírito Santo, não ao pregador.

O semeador deve continuar semeando

Na parábola do semeador (Mateus 13:1-23), Jesus ensinou que a mesma semente cai em diferentes tipos de solo. Alguns corações rejeitam a mensagem, outros a recebem superficialmente e alguns produzem abundante fruto.

O trabalho do semeador é espalhar a semente. A qualidade do solo não deve determinar a disposição de semear.

O testemunho público glorifica a Deus

A pregação em praças também cumpre um papel importante de testemunho público. Ela lembra à sociedade que Deus continua chamando pecadores ao arrependimento. Mesmo aqueles que não param para ouvir são confrontados pela presença da mensagem do evangelho.

Conclusão

Pregadores evangelísticos não devem desanimar quando o público parece indiferente. Deus não nos chamou para contar quantos estão ouvindo, mas para proclamar Sua verdade com fidelidade.

Cada mensagem anunciada em uma praça é uma semente lançada. Algumas cairão em solo duro, outras parecerão desaparecer, mas algumas encontrarão um coração preparado por Deus.

Portanto, continuemos pregando. O Senhor da seara ainda está trabalhando, e Sua Palavra continua poderosa para salvar vidas.

 

sábado, 16 de maio de 2026

DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA (DIP): “LEMBRAI-VOS DOS PRESOS”


O
Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é um movimento de oração realizado por igrejas em todo o Brasil em favor dos cristãos perseguidos ao redor do mundo. O projeto foi idealizado pelo Irmão André, fundador da missão Portas Abertas.

Em 2026, o DIP acontecerá em 31 de maio, com o tema:

Fé Corajosa no Oriente Médio e Norte da África

Cristãos em países do Oriente Médio e Norte da África enfrentam perseguição diária, guerras, ameaças extremistas, expulsão familiar, prisões e até risco de morte por seguirem a Jesus.

 

O que é o Domingo da Igreja Perseguida?

O DIP é o maior movimento nacional de oração pela Igreja Perseguida no Brasil.

A proposta é simples:

  • mobilizar igrejas
  • despertar consciência missionária
  • interceder pelos cristãos perseguidos
  • fortalecer a comunhão entre a igreja livre e a igreja perseguida

Cada igreja organiza o evento localmente, utilizando materiais disponibilizados pela missão Portas Abertas.

 

Por que existe perseguição aos cristãos?

Em muitos países, seguir a Cristo pode trazer consequências severas:

  • prisão
  • tortura
  • expulsão de casa
  • violência física
  • destruição de igrejas
  • discriminação
  • morte

Segundo a missão Portas Abertas, milhões de cristãos vivem atualmente sob perseguição extrema.

Países como:

  • Coreia do Norte
  • Somália
  • Iêmen
  • Irã
  • Afeganistão

Estão entre os lugares mais difíceis do mundo para um cristão viver sua fé.

 

A igreja perseguida continua firme

Mesmo em meio ao sofrimento, muitos cristãos permanecem fiéis ao Senhor.

Alguns se reúnem secretamente para cultuar.

Outros arriscam a própria vida para possuir uma Bíblia.

Há cristãos presos por orar, evangelizar ou simplesmente afirmar que seguem Jesus.

 

O chamado bíblico para lembrar da Igreja Perseguida

“Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles…”
— Hebreus 13:3

A perseguição sempre acompanhou a história da igreja.

Desde Atos dos Apóstolos, homens e mulheres sofreram por amor a Cristo.

O DIP nos lembra que a igreja é um só corpo.

Quando um irmão sofre, toda a igreja deve se importar.

 

Como sua igreja pode participar?

Algumas formas simples:

  • separar um momento de oração no culto
  • apresentar testemunhos da igreja perseguida
  • ensinar sobre missões
  • envolver crianças e jovens
  • utilizar os materiais da Portas Abertas

Os organizadores cadastrados recebem:

  • sermões
  • vídeos
  • apresentações
  • cards de oração
  • materiais infantis
  • roteiros especiais

 

Aplicação

Enquanto muitos cristãos têm liberdade para cultuar, milhões vivem escondidos, vigiados ou ameaçados.

O DIP nos desafia a:

  • valorizar nossa liberdade
  • orar com mais intensidade
  • apoiar missões
  • permanecer firmes no evangelho

A igreja perseguida não pede pena.

Ela pede oração.

 

Pedido de oração

Ore:

  • pelos cristãos presos por causa da fé
  • pelas famílias perseguidas
  • por missionários em áreas hostis
  • por coragem e perseverança
  • para que o evangelho continue avançando

“Sede fiéis até à morte…”
— Apocalipse 2:10

 

Saiba mais

Você pode conhecer mais sobre o DIP e acessar materiais oficiais em:  https://portasabertas.org.br/dip/

Portas Abertas — Domingo da Igreja Perseguida

 

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Povo Não Alcançado da Semana: Os Somali (Chifre da África)

Povo Não Alcançado da Semana: Os Somali (Chifre da África)

 

1. Quem são os Somali?

Os Somali são um povo africano com forte identidade cultural, ligados por língua, tradição e religião.

Vivem de forma comunitária, com grande influência de líderes religiosos e costumes tribais.



2. Onde estão?

Estão principalmente em:

  • Somália
  • Etiópia
  • Quênia
  • Djibuti

Essa região é conhecida como Chifre da África, marcada por seca, conflitos e instabilidade.

 

3. Situação espiritual

Características espirituais:

  • quase 100% muçulmanos
  • pouquíssimos cristãos
  • acesso extremamente limitado ao evangelho
  • forte rejeição ao cristianismo

A Somália é considerada um dos lugares mais difíceis do mundo para a pregação do evangelho.

 

4. Desafios missionários

  • perseguição severa
  • presença de grupos extremistas
  • risco de morte para convertidos
  • difícil acesso para missionários

O evangelismo muitas vezes ocorre de forma secreta e estratégica.

 

Aplicação

Os Somali nos confrontam com uma realidade: ainda existem povos onde seguir a Cristo custa a própria vida.

Isso nos chama a uma fé mais comprometida.

“Sede fiéis até a morte…”
— Apocalipse 2:10

 

🙏 Pedido de oração

Ore pelos Somali:

  • por portas abertas para o evangelho
  • por proteção aos cristãos secretos
  • por missionários preparados
  • por conversões verdadeiras
  • por igrejas sendo plantadas

“Porque Deus não nos deu espírito de temor…”
— 2 Timóteo 1:7

sexta-feira, 17 de abril de 2026

POVO NÃO ALCANÇADO DA SEMANA: OS PASHTUN (AFEGANISTÃO E PAQUISTÃO)

 1. Quem são os Pashtun?

Os Pashtun são um dos maiores povos não alcançados do mundo.

Possuem uma identidade cultural muito forte, baseada em um código de honra chamado Pashtunwali, que regula sua vida social, familiar e religiosa.

São conhecidos por sua tradição, resistência e forte senso de comunidade. 


2. Onde estão?

Vivem principalmente em:

  • Afeganistão
  • Paquistão

Regiões marcadas por conflitos, instabilidade política e forte influência religiosa. 

3. Situação espiritual

Características espirituais:

  • maioria muçulmana (islamismo rigoroso)
  • pouquíssimo acesso ao evangelho
  • quase inexistência de igrejas locais
  • forte rejeição ao cristianismo

Grande parte nunca ouviu o evangelho de forma clara.

 

4. Desafios missionários

  • perseguição intensa
  • risco de vida para convertidos
  • barreiras culturais profundas
  • acesso extremamente limitado

O trabalho missionário entre os Pashtun exige preparo, sabedoria e dependência total de Deus.

 

Aplicação

Os Pashtun nos lembram que há povos onde seguir a Cristo pode custar tudo.

Isso nos leva a refletir sobre nosso compromisso com o evangelho.

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo…”
— Lucas 9:23

 

Pedido de oração

Ore pelos Pashtun:

  • por salvação em meio à perseguição
  • por missionários com acesso à região
  • por proteção aos cristãos secretos
  • por traduções bíblicas
  • por igrejas sendo plantadas
“A luz resplandece nas trevas…”
— João 1:5